Em 4 de outubro de 2020 houveram as eleições para o parlamento do Kirghiz (Quirquistão), o "Conselho Supremo". Nestas eleições, o "Partido Social Democrata do Kirghiz", ou Социал-демократическая партия Кыргызстана - СДРК, em russo (demonstrando o viés do partido em ser pró-Rússia) estava dividido sobre a liderança do partido, entre Sooronbay Jeenbekov, até então presidente do Kirghiz, e Almozbek Atambayev, que havia sido presidente anteriormente mas foi preso em um ataque relâmpago da polícia em sua casa. Por essa razão, o partido não participou das eleições, confiando em outro partido do governo para tomar o seu lugar, "Unidade" ou Биримдик. O СДРК, que faz parte da Internacional Socialista, sendo o governo então, organizou as eleições e dois dias depois, no dia 6 de outubro, as eleições foram denunciadas pela oposição. A Oposição é formada pelos partidos mais radicais de extrema-esquerda, Zamandesh e o Ata-Meken, sendo esse último que perdeu todos os assentos. Outro Partido que perdeu todos os assentos foi Bir Bol (Бир Бол), um partido pró-Rússia, assim como os outros últimos ditos anteriormente.
Depois de acusarem a compra de votos nas últimas eleições, milhares protestantes-eleitores desses partidos se uniram na praça Ala-Too e tomaram o Conselho Supremo e a "Casa Branca" (edifício onde se localiza o presidente). A polícia foi acionada para "resolver" o problema; um dos protestantes morreu e outros 590 foram injuriados. Cedendo a pressão dos protestantes, o Primeiro-Ministro Kubatbek Boronov renunciou ao cargo. No dia 7 de outubro, a oposição estava organizando um novo governo, mas o político do partido direitista alinhado com a Rússia* Sadyr Japarov havia sido "escolhido pela maioria", nas palavras dele, mas não foi reconhecido pela oposição que colocou um político de sua confiança, Tilek Toktogaziyev. Porém a renúncia de Boronov ainda havia de ser reconhecida pelo presidente Jeenbekov. E nesse tempo, 768 pessoas haviam sido feridas de acordo com o Ministro da Saúde. No dia 8 de outubro, o presidente então aceitou a renúncia do PM, e decretou "estado de emergência", sendo o decreto derrubado pela oposição que já começava a preparar um Impeachment. Outros partidos como Respublika, Batun Kirghiz, Mekenchil e Mekenin Kirghiz, direitistas, ainda apoiavam Japarov e nomearam ele como PM interino. Então, para tentar diminuir o caos, o presidente mandou prender novamente o ex-líder do país Almozbek Atambayev.
Com todas essas situações, os poderes exteriores começaram a se manifestar, sendo então que a China, mesmo estando ao lado, não se envolveu no assunto, devido, podemos dizer, O Kirghiz ser território russo, sendo de 1850 até 1991 parte sua. Ainda estando dentro de sua esfera de influencia, tendo diversos, se não quase todos, os partidos pró ou alinhados com o governo e estado russo. Tento então Putin ter dito no imperativo que "o processo democrático no Kirghiz será restaurado". No dia 13 de outubro, o presidente Jeenbekov recusou ter Japarov como PM, e mais uma vez tentou decretar estado de emergência no país, dessa vez sendo aceito. Mas não diminuindo os protestos, que cada vez ficavam piores e com mais feridos de todos os lados, no dia 15 de outubro, dois dias antes d'eu publicar isto, o presidente Sooronbay Jeenbekov do СДРК, da Internacional, renunciou ao cargo. Seu último pedido foi para que "Japarov, aliados e outros políticos e partidos retirem suas forças da capital". O presidente diz ter sido alvo de um golpe de estado e que pediria para "fortes líderes" ajudarem ele.
Esse é o terceiro país na esfera de influencia russa a sofrer algum tipo de instabilidade. Primeiramente foi Bielorrússia com os protestos contra Lukashenko, depois foi a guerra em Artsakh entre Armênia e Azerbaijão, e agora, crise política no Kirghiz. Seria isso alguma influencia política estrangeira, i.e. Estados Unidos, para desestabilizar a Rússia em sua grande esfera que abrange todos os países da antiga União Soviética? Somente o tempo dirá, com mais evidências para que possamos ver qual o próximo alvo e assim talvez tentar adivinhar o qual vem depois.
Depois de acusarem a compra de votos nas últimas eleições, milhares protestantes-eleitores desses partidos se uniram na praça Ala-Too e tomaram o Conselho Supremo e a "Casa Branca" (edifício onde se localiza o presidente). A polícia foi acionada para "resolver" o problema; um dos protestantes morreu e outros 590 foram injuriados. Cedendo a pressão dos protestantes, o Primeiro-Ministro Kubatbek Boronov renunciou ao cargo. No dia 7 de outubro, a oposição estava organizando um novo governo, mas o político do partido direitista alinhado com a Rússia* Sadyr Japarov havia sido "escolhido pela maioria", nas palavras dele, mas não foi reconhecido pela oposição que colocou um político de sua confiança, Tilek Toktogaziyev. Porém a renúncia de Boronov ainda havia de ser reconhecida pelo presidente Jeenbekov. E nesse tempo, 768 pessoas haviam sido feridas de acordo com o Ministro da Saúde. No dia 8 de outubro, o presidente então aceitou a renúncia do PM, e decretou "estado de emergência", sendo o decreto derrubado pela oposição que já começava a preparar um Impeachment. Outros partidos como Respublika, Batun Kirghiz, Mekenchil e Mekenin Kirghiz, direitistas, ainda apoiavam Japarov e nomearam ele como PM interino. Então, para tentar diminuir o caos, o presidente mandou prender novamente o ex-líder do país Almozbek Atambayev.
Com todas essas situações, os poderes exteriores começaram a se manifestar, sendo então que a China, mesmo estando ao lado, não se envolveu no assunto, devido, podemos dizer, O Kirghiz ser território russo, sendo de 1850 até 1991 parte sua. Ainda estando dentro de sua esfera de influencia, tendo diversos, se não quase todos, os partidos pró ou alinhados com o governo e estado russo. Tento então Putin ter dito no imperativo que "o processo democrático no Kirghiz será restaurado". No dia 13 de outubro, o presidente Jeenbekov recusou ter Japarov como PM, e mais uma vez tentou decretar estado de emergência no país, dessa vez sendo aceito. Mas não diminuindo os protestos, que cada vez ficavam piores e com mais feridos de todos os lados, no dia 15 de outubro, dois dias antes d'eu publicar isto, o presidente Sooronbay Jeenbekov do СДРК, da Internacional, renunciou ao cargo. Seu último pedido foi para que "Japarov, aliados e outros políticos e partidos retirem suas forças da capital". O presidente diz ter sido alvo de um golpe de estado e que pediria para "fortes líderes" ajudarem ele.
Esse é o terceiro país na esfera de influencia russa a sofrer algum tipo de instabilidade. Primeiramente foi Bielorrússia com os protestos contra Lukashenko, depois foi a guerra em Artsakh entre Armênia e Azerbaijão, e agora, crise política no Kirghiz. Seria isso alguma influencia política estrangeira, i.e. Estados Unidos, para desestabilizar a Rússia em sua grande esfera que abrange todos os países da antiga União Soviética? Somente o tempo dirá, com mais evidências para que possamos ver qual o próximo alvo e assim talvez tentar adivinhar o qual vem depois.
*Não necessariamente pró-Rússia, assim como os outros, que fazem uma política parecida com a de Alekdandr Lukashenko, "presidente" da Bielorrússia desde 1994, que fez um tratado com a Rússia em 1996 onde os dois países são vistos como uma grande "União".

